Ernesto Tuneu / Sobre

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ABR

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Nascido em 1938, em Montevideo, no Uruguai, Ernesto Tuneu escolheu sua carreira muito cedo.
Filho de industrial catalão da cortiça e metalurgia, irmão de engenheiro civil , foi em casa que veio sua inspiração para a arquitetura. Sempre gostou muito de desenhar, e era quem ajudava o irmão com seus desenhos na Faculdade de Engenharia.

A maior lembrança é a encomenda para que desenhasse um farol, famosos na costa do país. Logo pegou um papel preto e desenhou um farol iluminando, em uma noite estrelada. O desenho rendeu muitos pontos a seu irmão e uma boa história para contar.

Em 1952, em uma viagem à região dos Lagos Patagônicos, as cabanas locais em troncos de madeira chamaram sua atenção e marcou para sempre o destino de seus projetos futuros.

Em 1953 visitou São Paulo,Santos e Rio de Janeiro e mais uma vez ficou surpreso com as edificações e construções de infraestrutura das cidades e acessos pelas estradas ao mar….. alguns anos depois viria a morar no Brasil.

Desde 1957 realizou atividades profissionais nas áreas de projeto, construção de edificações comerciais, residenciais, industriais e públicas.

Formou-se em 1966 pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Uruguai, revalidando o diploma, em 1972, pela FAU-USP.

Alguns trabalhos realizados na época merecem ser mencionados…

Com o mestre Eladio Dieste, engenheiro uruguaio ,profissional reconhecido em nível mundial em trabalhos com técnica de “cerâmica armada”, e com o arquiteto, também uruguaio, Alfredo Nebel, participou do projeto de unidade habitacional de 800 casas e prédios, centro cívico , praças, escola, bares e outros serviços, para uma cooperativa de operários , em Carrasco, Montevidéu.

Em 1969, mudou-se para Sao Paulo, e foi trabalhar no escritório Croce, Aflalo e Gasperini. Ali participou de grandes projetos, diversos concursos e ganhou prêmios, entre eles:

- Primeiro Prêmio no Concurso do Tribunal de Contas da PMSP – 1970
- Medalha de Ouro de Teatro ,na XII Bienal de São Paulo – 1973

Após anos como colaborador deste grande escritório de arquitetura, seguiu seu próprio caminho.

Em 1978 recebeu o Primeiro Prêmio no Concurso de reforma do Edifício Sede da Sociedade Israelita Paulista.

De 1980 a 1990 dedicou-se a arquitetura em paralelo à direção técnica da conceituada loja de mobiliário de design, a Design Store. Esta foi referência no setor mobiliário ao longo de sua trajetória, a primeira empresa no setor a valorizar o designer do móvel, valorizando sua origem, autoria e autenticidade. Foi local de encontro de grandes arquitetos, artistas e clientes amantes das artes e do bom design.

Nos anos de 1998 e 1999 foi o responsável pelo projeto e gerenciamento de montagens de exposições no Museu da Casa Brasileira, além da revalorização de seu acervo.

Entre 1999 e 2001 foi Gerente de Montagens na Fundação Bienal de São Paulo.
No ano de 1999 recebeu Menção especial na 4° Bienal Internacional de Arquitetura.
Em 2000 foi o responsável pela execução do restauro do Pavilhão Brasileiro no Giardini em Veneza, residindo nesta no prazo das obras e comandando equipe de técnicos e operários venezianos.

Após este restauro implementou o projeto e montagem do pavilhão do Brasil na 7° Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, com obras do Arq. Paulo Mendes da Rocha.

A partir daí, resolveu dedicar-se a uma paixão antiga : projetar e executar cabanas em madeira, inspirado nas suas origens, agregando as influências que recebeu do país que adotou também como seu.

Escolheu a região da Pedra do Baú, na divisa entre Campos de Jordao e São Bento Sapucaí, entre São Paulo e Minas Gerais para fazer sua primeira cabana, dando assim início a uma série de reconhecidos trabalhos nesta área.